Modelo hospedeiro–parasita
Quando o sexo compensa seu custo?
Acompanhe populações haploides sob seleção, mutação e recombinação. Ajuste os parâmetros e observe a corrida evolutiva ano após ano.
Experimento numérico
Monte a corrida
Modos reprodutivos
Fitness médio
Frequência do alelo 1 em três loci
Grade de hospedeiros
Execução atual
Execute a simulação para gerar os dados.
Fidelidade ao artigo
O mecanismo, passo a passo
Não é uma animação ilustrativa: cada ano executa a dinâmica populacional descrita por Hamilton, Axelrod e Tanese.
Encontrar
Cada hospedeiro recebe um parasita de cada espécie. O escore é o número de alelos binários coincidentes.
Selecionar
Os 14 hospedeiros menos resistentes morrem. Em cada espécie, 182 parasitas são substituídos; os mais coincidentes deixam mais descendentes.
Reproduzir
Clones copiam um genoma inteiro. Hermafroditas sexuais recombinam dois genomas, mas cada par produz como uma única unidade — o custo duplo.
Perseguir
Parasitas se aproximam dos genótipos frequentes; o sexo recompõe variantes raras. A corrida recomeça no ano seguinte.
Como ler
Explicação Geral do Modelo
Baseado no artigo de Hamilton et al. (1990). Simula a dinâmica de reprodução sexual e assexual em uma população de hospedeiros que interage com diversas espécies de parasitas. Cada hospedeiro possui um genótipo haploide que inclui um gene determinante do modo reprodutivo (sexual ou assexual) e blocos de loci responsáveis pela defesa contra os parasitas. Os parasitas, por sua vez, possuem genótipos haploides que interagem com os loci de defesa dos hospedeiros.
A cada geração, cada hospedeiro é pareado ao acaso com um indivíduo de cada espécie de parasita. O fitness do hospedeiro é calculado pela capacidade de defesa contra esses parasitas. Da mesma forma, os parasitas são pareados com hospedeiros, e seu fitness é medido pela capacidade de infectá-los.
Após a seleção dos indivíduos com pior desempenho, as populações são repovoadas a partir dos sobreviventes. Indivíduos que se reproduzem sexualmente têm metade da chance de se reproduzir em comparação aos assexuados (devido ao custo duplo da reprodução sexual).
Hospedeiros
Indivíduos cujo genótipo determina a capacidade de defesa contra os parasitas. O primeiro elemento do vetor é o gene de sexo, determinando a reprodução sexual (valor 1) ou assexual (valor 0).
Parasitas
Cada espécie possui sua própria população e genótipos que interagem com os loci de defesa dos hospedeiros.
Hamilton, W. D., Axelrod, R., & Tanese, R. (1990). Sexual reproduction as an adaptation to resist parasites (a review). Proceedings of the National Academy of Sciences, 87(9), 3566–3573.
Parâmetros do Modelo
- H
- Tamanho da População de Hospedeiros.
- n_paras
- Número de Espécies de Parasitas.
- k
- Número de Loci de Defesa por Parasita.
- P
- Tamanho da População de Cada Parasita.
- d
- Taxa de Mortalidade dos Hospedeiros.
- dp
- Taxa de Mortalidade dos Parasitas.
- m_host
- Taxa de Mutação dos Hospedeiros.
- m_paras
- Taxa de Mutação dos Parasitas.
- r
- Taxa de Recombinação.
- n_gen
- Número de Gerações (após o Período Assexuado).
- grace_period
- Período Assexuado (gerações).
Objetivos do Modelo
A simulação busca explorar como a reprodução sexual pode aumentar a variabilidade genética e, consequentemente, a capacidade de adaptação dos hospedeiros frente à pressão dos parasitas. Em contrapartida, a reprodução assexual, embora mais eficiente em termos numéricos, pode reduzir a variabilidade e, assim, a capacidade de resposta a desafios ambientais.
Notas de implementação
A simulação segue os parâmetros e regras publicados. Onde o artigo remete à documentação original do programa, não incluída no PDF, adotamos escolhas explícitas e neutras: empates são aleatórios; com H = P, os parasitas são permutados um-a-um entre os hospedeiros; com tamanhos diferentes, os encontros são distribuídos de modo equilibrado e o escore do parasita é a média de seus encontros; sobreviventes permanecem e as vagas são preenchidas por descendentes; unidades reprodutivas assexuadas têm peso 1 e pares sexuais peso 1/2 por indivíduo.
Fonte: Hamilton, W. D.; Axelrod, R.; Tanese, R. (1990). “Sexual reproduction as an adaptation to resist parasites (A Review)”. Proceedings of the National Academy of Sciences, 87, 3566–3573.